segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Andando só.


E ele morreu para mim a partir do momento que disse que não me amava.
E ele morreu para mim a partir do momento que disse que não concordava com os meus pensamentos.
E todos morreram para mim a partir do momento que não estavam ao meu lado quando eu queria!
E eu morrerei a partir do momento em que perder todos vocês, perder todos vocês que são importantes para mim.
Eu vivo primeiro por mim, eu faço primeiramente por mim, mas eu também vivo por vocês. Eu vivo também pelos que eu amo e pelos que me amam, sei que tenho que pensar em mim, mas sei que tenho que pensar neles, em vocês, os meus amores eternos.
São os meus amores aqueles que morreram para mim, morreram por um milissegundo, até que eu me tocasse que era realmente necessário escutar o “eu não te amo”, “eu não concordo com você” e o “eu não posso está com você agora”. Todas essas negações me fortaleceram me fizeram crescer e descobrir como é andar com as minhas próprias pernas, elas que estão aqui e muitas vezes não são usadas pela mordomia proporcionada pelos que eu amo. Essas pernas precisam despertar às vezes para que eu não esqueça como é usá-las, para me mostrar que nem sempre serei carregada por braços, e pernas alheias.
Aquele que diz que me ama e não me abre os olhos para os meus erros, que não me ensina a andar só, não me ama realmente. Aquele que realmente me ama também me diz não, aquele que realmente me ama aprende comigo e eu aprendo com ele.
Então em agradecimento a todos os meus amores, eu aqui me entrego a vocês, e digo: Obrigada por me ensinarem a andar.

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