terça-feira, 21 de junho de 2011

Pombofobia



Há muitos anos existia uma criança que amava pombos, via neles a liberdade de viver! Eles viviam na cidade grande a no interior mais pacato, tudo o que sempre quis, viver em todos os lugares sem os olhos de todos lhe dizendo o que fazer.
Essa menina cresceu e descobriu que pombos eram doentes, sentia nojo deles, queria distância, não respirava perto deles.
Descobriu que pombos são como trapaceiros, enganam a todos com seus lindos olhos de dar dó, mas na verdade são “poker faces” que atraem todo o mal, todo o nojo. Ela queria descobrir como não se tornar um deles, era difícil...
O tempo foi passando e ela foi descobrindo que ao seu redor existiam mais pombos do que ela imaginava, ela se sentia sem ar. Eram tantos aproveitadores, tantos trapaceiros, todos queriam o seu brilho, todos desejavam a sua queda, o que na verdade era impossível.
A garota sabia como se desviar deles, pois há muito tempo ela estudava todos os movimentos deles, cada trapaça era gravada na sua mente, os bom dias desejados eram falsos, as amizades reatadas eram falsas, ela pensava no que eles queriam ainda dela, pois nada tinha a oferecer... Bem ela estava errada, pois conhecia pessoas que conheciam pessoas, era isso que os pombos desejavam.
Sabendo bem o que deveria fazer ela os afastou para sempre, ainda houve momentos em que eles tentaram voltar, mas ela não deixou. Houve momentos que ela se lembrou de bons momentos que teve quando eles ainda não eram pombos...
Hoje os pombos vivem todos juntos em uma comunidade nem tão distante, eles como sempre trapaceiros tentam matar uns aos outros, porém chega a ser impossível, todos possuem do mesmo veneno barato.

3 comentários:

  1. Sinto um certo grau de rancor na metáfora. :x
    O texto vem de experiencia própria, ou apenas do que se vê no cotidiano alheio?

    bom texto. :D

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  2. Bem é uma mistura dos dois... Começou com o cotidiano e depois passou para umas certas experiências...
    Obrigada Rafael :*

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