Ela andava
limpa, limpa de todo pesadelo.
Caminhando por
uma larga avenida, assim como fazia quase todos os dias, e quando menos espera
ela é atacada. Uma onda de passados passa sem ao menos avisar e ela sente um
embrulho no estômago, não sabe para onde vai ou para onde olhar! Fugir, ela
quis fugir.
Primeiro aquele
passado que nunca abalou muito, mas fez rir fez raiva, mas fez feliz! Alegre e
educativo. Como foi divertido passar pelo primeiro...
Em segundo
veio aquela tsunami de larva, ela veio queimando, ardendo e acabando com toda a
alegria. Aqueles grandes olhos brilhantes saiam do meio da onda e penetravam a
alma da menina que caminhava... Ela cambaleou e tentou continuar andando, e
conforme dava mais um passo vinham mais lembranças! Lindas! Fabulosas, quentes
e animadas! Logo depois começou o inferno, aquela parte escura da onda... E
depois passou como sempre deixando suas marcas.
Com o
coração palpitando ela termina o que faz quase todos os dias e assim que chega
em casa toca o telefone, ao atender ela se surpreende com o que escuta!
A terceira e
última onda cai em cima dela molhando-a de pensamentos... Pensamentos ocultos
por tempos, mas a menina covarde e correta recua...
A noite
acaba e ela só quer poder enterrar essas cruzes que carrega consigo, esses passados que perseguem e atormentam enterrá-los e esquecê-los pelo menos por
enquanto, até o dia de desenterrar um por um.

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