quarta-feira, 2 de novembro de 2011

02


De um pensamento interminável e de uma pergunta nunca respondida você toma meu coração, tem ele nas mãos e poderia fazer dele o que quiser, mas nunca faz nada. E é isso que me mata mais a cada dia.
Me dobro e desdobro em mil com a esperança de ainda despertar você para mim e lhe tirar desse estado catatônico que te deixa Anti-Eu. Me cubro de mágoas e bebe ódio 6 anos de você, depois de estar com a cara cheia de nossas lembranças a ressaca me surpreende com um apagão de você. Eu esqueço e avanço depois passos sozinha.
A cabeça pesa e o coração volta a bater e tudo que meus olhos enxergam é essa sua cara cínica na minha frente, esse olhar traiçoeiro que por muitas vezes me enganou, escuto a sua voz e é a mesma de sempre, mexe e me remexo e ainda estou sonhando.
Desperto, lavo o rosto e me olho no espelho, nunca me vi tão maravilhada com um pesadelo. Sento-me em frente a uma mesa e a punho forte redigo o meu pedido de desculpas. Até hoje estou sentada na mesma mesa a espera de uma resposta que talvez nunca chegue.
Pelo menos foi enviada.

5 comentários:

  1. Nossa, amei esse texto! Me deu uma ideia boa haha você, como sempre né amr.

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  2. CARALHO Julhy. ¬¬
    É impossível que seja assim, tão parecido, tão igual. Será sempre esse o roteiro do carma? Será sempre esse o destino de quem ama?
    Mas será que os desfechos serão iguais?

    A cada dia me convenço de que todos somos farinha do mesmo saco. Eu do teu. Ela da dele.

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  3. Não sei se os desfechos serão iguais, eu só espero que sejam felizes, não importa o fim.
    Se somos do mesmo saco? Concordo, agora se eles são dos mesmo... Já fico em dúvida.

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