quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Novo Papel



De dentro para fora, certo, respire.
Agora de fora para dentro, respire.
Olhos fechados e olhos abertos... Uma mistura de cores, um psicodélico, labirintite, pílulas e um apagão.
O gosto amargo na boca e um gole de café quente, a língua queima, desamassa um papel e pega na caneta. A escrita é forte e rancorosa, cheia de raiva e então as lágrimas mancham a tinta fresca da caneta.
Desistente.
Desistente de um amor impróprio para um ser humano, desistente de um masoquismo, desistente de uma vida infeliz.
Seque os pulmões e encha-os de ar, esvazie o coração e a mente e preencha de tudo novo e diferente. Se fosse simples não se chamaria amor, não se chamaria vida! Se fosse fácil não teria valor.
Enxugar as lágrimas e limpar o papel amassado arquivá-lo.
Abre o lacre e retira um novo papel, escreve-se uma nova história.

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