De dentro
para fora, certo, respire.
Agora de
fora para dentro, respire.
Olhos
fechados e olhos abertos... Uma mistura de cores, um psicodélico, labirintite,
pílulas e um apagão.
O gosto
amargo na boca e um gole de café quente, a língua queima, desamassa um papel e
pega na caneta. A escrita é forte e rancorosa, cheia de raiva e então as
lágrimas mancham a tinta fresca da caneta.
Desistente.
Desistente
de um amor impróprio para um ser humano, desistente de um masoquismo,
desistente de uma vida infeliz.
Seque os
pulmões e encha-os de ar, esvazie o coração e a mente e preencha de tudo novo e
diferente. Se fosse simples não se chamaria amor, não se chamaria vida! Se
fosse fácil não teria valor.
Enxugar as
lágrimas e limpar o papel amassado arquivá-lo.
Abre o lacre
e retira um novo papel, escreve-se uma nova história.

precisamos sentar um dia para interpretar os nossos textos juntos. Topa?
ResponderExcluirCLARO! quando?
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